Transexual morta a pauladas em SP saiu do Ceará aos 17 anos para trabalhar

Familiares da transexual Larissa Rodrigues da Silva, 21 anos, morta no Bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo, lamentaram o assassinato e lembraram que a jovem se mudou do Ceará há quatro anos em busca de trabalho para ajudar financeiramente a família. O corpo de Larissa será velado nesta segunda-feira (6) na casa dos pais, no Bairro Jardim Iracema, em Fortaleza. “Nunca imaginei que eu fosse receber essa notícia”, disse Rosana Rodrigues, irmã da vítima.

A transexual foi morta a pauladas por volta das 21h10 de sábado (4) na Alameda dos Tacaúnas, Zona Sul de São Paulo. O caso foi registrado pelo 27º Distrito Policial como homicídio. O suspeito fugiu logo após o crime.

A irmã da vítima disse que primeiro recebeu a notícia de uma amiga de Larissa, avisando que ela havia sofrido um acidente de moto. A família suspeitou e ficou abalada ao saber a verdade sobre a morte de Larissa por espancamento.

“Primeiro ela me contou que ela (Larissa) tinha sofrido um acidente de moto e eu achei logo estranho porque a Larissa não gostava de andar de moto. Eu pressionei e ela me contou a verdade. Nesse momento minha vida acabou, eu desabei”, relatou Rosana Rodrigues.

Abalada, a família conta que, mesmo morando longe de casa, Larissa Rodrigues tentava se manter presente.

“A Larissa era uma menina muito boa, ela não pensava só nela, todo mês mandava dinheiro pra gente. De três em três meses ela vinha visitar. Nunca imaginei que eu fosse receber essa notícia”, disse a irmã.

Nascida em Fortaleza, mas com família em Viçosa do Ceará, Larissa, nas palavras de sua irmã, sempre quis ajudar todo mundo e “nunca fez mal a ninguém”. Conforme a irmã, a vítima era muito preocupada com a sua mãe, que desde novembro está com a saúde comprometida e recebeu a notícia aos prantos.

“Na semana passada ela havia sido assaltada e estava usando o celular da amiga. Ela fazia questão de mandar mensagem avisando como estava para não preocupar a nossa mãe”, afirmou Rosana.

“Larissa trabalhava fazendo programa, esse foi o jeito que ela encontrou de ajudar a gente. Nós ficávamos muito preocupadas, mas eu não pensei que ela fosse ser morta desse jeito. Ela não mexia com ninguém”, acrescentou.

Velório

O corpo de Larissa chegou a Fortaleza às 15h50 desta segunda-feira (6). Após chegar, de lá já seguiu para a residência da mãe e da irmã, no Bairro Jardim Iracema, em Fortaleza, para a despedida. O corpo será enterrado na manhã desta  terça-feira (7), no Cemitério Jardim do Éden, na cidade de Pacatuba, na Grande Fortaleza.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de agressão e ao chegar no local encontrou a vítima caída com ferimentos na cabeça. O Samu foi acionado e socorreu a vítima ao Pronto Socorro Saboya, onde morreu.

Uma testemunha contou à polícia que estava com a vítima, quando um homem não identificado em um carro quase os atropelou. Posteriormente, o autor retornou com o veículo, desembarcou com um pedaço de madeira, golpeando a vítima com o objeto.

 

*Metrópoles




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