Sem acordo, votação da PEC da Imunidade é suspensa e oposição comemora: “Vitória da pressão popular”

Após a pressão de partidos como PT e PSOL, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) decidiu recuar na tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 3/2021, a PEC da Imunidade Parlamentar. Lira anunciou a criação de uma comissão especial na casa e suspendeu a votação da PEC no plenário.

“Não houve consenso que nos permitisse, com tranqulidade, votar a matéria nem no dia de hoje, nem no dia de ontem, nem no dia de anteontem. A matéria está admitida sim no plenário da casa, que funciona sim como CCJ na ausência dela. Qualquer acordo que se faça no plenário, impõe risco a matéria em um tema extremamente sens´pivel. Fico muito triste e preocupado quando se adjetivam PECs e essa não merece ser chamada PEC da Imunidade, deveria ser chamada PEC da Democracia”, declarou o presidente da Câmara.

“Essa casa não consegue consensuar na alteração de um artigo”, completou. Lira tentou dizer que não assumiria para ele a responsabilidade, mas esse adiamento se coloca como uma importante derrota para o parlamentar na condução dos trabalhos da casa. O deputado era um dos principais defensores do texto e promoveu atropelos no regimento.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), uma das principais vozes do PT nas discussão sobre a matéria, disse à Fórum que o partido tentou melhorar o texto, o que não foi possível. Por conta disso, o apoio da legenda estava “inviabilizado”.

 

*Revista Fórum




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