Parlamentares reagem à fala de Eduardo Bolsonaro de ‘tratorar esquerda’

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), foi irônico ao comentar nesta segunda-feira (5) as ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de “tratorar” a oposição no Congresso durante o governo de seu pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro.

“Só respondo para o pai”, reagiu.

O ex-governador do Ceará e eleito senador pelo estado, Cid Gomes, atribuiu as declarações a um “arroubo juvenil”.

Já chamado de gênio da política pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Piauí reeleito, Wellington Dias, também minimizou, por sua vez, as declarações de Eduardo Bolsonaro e fez um aceno ao seu pai.

Questionado se não considerava preocupante a ameaça, Dias afirmou que ele e os vizinhos do Nordeste querem “apenas ser tratados como governadores do Brasil e segundo a nossa Constituição como parte da Federação, da República Federativa do Brasil”.

“É como, da mesma forma, o trataremos: como presidente da República Federativa do Brasil. A eleição terminou, somos líderes eleitos, a situação do Brasil é crítica, desafios gigantes, e agora é trabalhar muito focado nos interesses maiores do nosso povo”, disse.

O petista disse não temer o cenário político.

“Tempos difíceis já vivemos. Torço para economia decolar e acelerar geração de emprego, ampliando a renda e melhorando as receitas da União, e também dos Estados, e encontrarmos caminho para equilíbrio da previdência no longo prazo, mas com alternativas para enfrentar o curto prazo.”

Ao responder se aquele era um gesto pela paz, Wellington Dias, que foi um dos alicerces de Lula durante seu julgamento e prisão, concordou: “A paz é o melhor para todos”.

A deputada Luizianne Lins (PT-CE) também optou pela ironia. Segundo ela, “os Bolsonarinhos primeiro precisam articular seus neurônios pra entender que não são os donos do país, que não podem fechar o STF com ‘um cabo e um soldado’ e nem fechar o Congresso Nacional com o trator dos ruralistas que, inclusive, já se dividiram em relação às primeiros ações do ‘papai'”, disse.

“Têm que cuidar pra quando chegar em casa não levar um cascudo do papai Bolsonaro. Não vamos deixar que eles destruam as instituições democráticas”, completou.

Ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne disse ainda que “se o governo do papai Bolsonaro cair, certamente não será derrubado pela oposição”, mas pelo povo quando este compreender o papel criminoso das fake news disparadas em massa durante a campanha e o caráter antipopular de seu governo.

 

*Com informações da Folhapress.




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