Coronavírus: Infectologista reforça a importância de medidas como o isolamento social

A Secretaria de Saúde do Estado do Ceará divulgou os números do Coronavírus no Ceará: 211 casos confirmados, os suspeitos e descartados não são mais divulgados pela Sesa. No Cariri, foi confirmado o primeiro caso em Juazeiro do Norte, segundo Sesa.

​O secretário de Saúde do Estado divulgou que o Ceará tem transmissão comunitária, ou seja, a população já transmite o vírus dentro do próprio estado. O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou Decreto para que estabelecimentos comerciais que não fossem essenciais (mercados e farmácias) fechassem, sob multa de 50 mil reais para cada dia de desobediência. As farmácias do Cariri registram falta de álcool em gel e máscaras, sem previsão para reposição porque os distribuidores também estão com dificuldade de reposição.

Pablo Pita, infectologista do Sistema Hapvida no Cariri, reforça a importância de medidas como o isolamento social.

“Vários estudos comprovam que é possível diminuir o impacto da epidemia com medidas que chamamos de não farmacológicas. E dentre elas: a higienização das mãos, seja com álcool 70% ou com água e sabão, bem como evitar sair de casa ou se necessitar sair, que seja apenas um membro da família e que procure resolver o que precisa; na volta pra casa é preciso tomar todos os cuidados com a limpeza para não infectar quem está de quarentena em casa”, completa o médico.

“Estar em casa hoje, certamente terá um grande impacto positivo nos próximos dias. Não conseguiremos evitar os casos. Mas deixaremos o pico epidêmico mais lento”, alerta o infectologista.

O Cariri vem se preparando com as condições que dispõe, todas as cidades do Cariri têm pelo menos uma unidade apta a realizar a coleta de exames que podem constatar o novo Coronavírus. A recomendação é que só os casos mais graves, em que apresentem falta de ar e febre acima de 38°, compareçam às unidades de saúde. Dr Pablo ainda reforça “no atual cenário com casos confirmados, mais do que nunca chegou a hora da população entender que prevenir é o melhor caminho.”

 

*Colaborou: Monike Feitosa, da Commonike 




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