China exibe poderio militar na festa de 70 anos do regime

A China comemorou seu poder e confiança crescentes com uma grande exibição de equipamento militar e de marcha coreografada de tropas em Pequim, nesta terça-feira, sob os olhares do presidente Xi Jinping, que prometeu um desenvolvimento pacífico no 70º aniversário de regime comunista.

O evento é o mais importante do ano no país, que procura projetar sua convicção diante de desafios cada vez maiores, incluindo os quase quatro meses de protestos antigoverno em Hong Kong e uma guerra comercial com os Estados Unidos que está afetando a economia.

Xi, que usava um terno cinza estilo Mao e estava acompanhado por seus antecessores Hu Jintao e Jiang Zemin, disse que a China buscará uma estratégia de abertura mutuamente benéfica.

Os militares devem salvaguardar resolutamente a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país e preservar com firmeza a paz mundial, disse Xi em comentários feitos a uma plateia escolhida a dedo na Praça da Paz Celestial e transmitidos pela televisão estatal.

“Nenhuma força pode jamais abalar o status da China, ou impedir o povo e a nação chineses de marchar adiante”, disse Xi no Portão da Paz Celestial, onde Mao Tsé-Tung proclamou a fundação da República Popular da China em 1º de outubro de 1949.

A China precisa manter uma prosperidade e uma estabilidade duradouras em Hong Kong e Macau, promover o desenvolvimento pacífico das relações com a autogovernada Taiwan e “continuar a lutar pela reunificação completa da pátria-mãe”, acrescentou.

Mais tarde, Xi, cujo programa de modernização militar provocou temores na região, inspecionou fileira após fileira de equipamentos militares e tropas dispostas de forma milimétrica.

A certa altura, passando ao largo das tropas em uma limusine preta conversível, ele gritou: “Olá camaradas, camaradas que trabalham tão duro!”.

A massa de soldados reagiu bradando: “Siga o partido! Lute para vencer! Forje uma conduta exemplar!”

Voltando ao palco, Xi observou fileiras de tanques, drones e mísseis passarem.

Entre as armas em exibição estavam os mísseis balísticos intercontinentais DF-41, a espinha dorsal da dissuasão nuclear chinesa, que pode transportar várias ogivas nucleares e alcançar os EUA.

 

* Por Ben Blanchard, da Reuters – (Reportagem adicional de Michael Martina, Ryan Woo, Yawen Chen e Tony Munroe; Redação de Xangai; Twinnie Siu, em Hong Kong; e Kiyoshi Takenaka, em Tóquio)

 




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