Sonda da NASA embarca em viagem inédita rumo ao Sol neste fim de semana

No dia 11 de agosto, neste sábado, a sonda Parker Solar Probe da NASA vai iniciar uma viagem inédita cuja missão é ‘tocar’ o Sol. Do tamanho de um pequeno carro, não há dúvidas que a missão terá os seus desafios, explicados pela agência espacial norte-americana no vídeo acima.

Além das altíssimas temperaturas que a sonda terá de suportar, a energia necessária para a viagem também será muito superior ao que se usa comumente. Como nota o CNet, a quantidade de energia necessária para este viagem é 55 vezes superior a necessária para viajar até Marte, porque a Parker Solar Probe precisa ‘cancelar’ o movimento de rotação da Terra.

O vídeo mostra detalhes sobre todos os pormenores da viagem. O lançamento do “Parker Solar Probe” será feito do Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, com hora prevista para as 3h33 locais (4h33 em Brasília).

A sonda irá ‘navegar’ pela atmosfera do Sol e, segundo a NASA, vai aproximar-se da superfície do ‘astro-rei’ como nunca antes na história da humanidade, permitindo obter as observações mais próximas da estrela.

Na maior aproximação ao Sol, o escudo térmico da sonda, feito de carbono, vai enfrentar temperaturas perto dos 1.377ºC. À superfície, a temperatura do Sol atinge os 5.500ºC. Na coroa, a parte mais exterior da sua atmosfera, visível como um anel durante os eclipses, os termômetros chegam a 2 milhões de graus Celsius.

Aproveitando a gravidade do planeta Vênus, o segundo mais próximo do Sol, a sonda vai chegar perto o suficiente do Sol para, de acordo com a NASA, captar a variação da velocidade do vento solar (emissão de partículas energéticas provenientes da coroa, sobretudo elétrons e prótons) e ver o ‘berço’ das partículas solares de maior energia.

Uma das metas dos cientistas é perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar (constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas) e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.

Justificando a importância da missão, que durará sete anos, a NASA salienta que perturbações no vento solar agitam o campo magnético da Terra, que protege o planeta da radiação solar, e interferem com o clima espacial, que pode mudar a órbita dos satélites, encurtar a sua ‘esperança de vida’ e alterar o funcionamento de equipamentos eletrônicos a bordo, assim como pôr em risco a vida de astronautas.

A sonda tem o nome do astrofísico norte-americano Eugene Parker, de 91 anos, que apresentou, na década de 50, uma série de conceitos para explicar como as estrelas, incluindo o Sol, libertam energia. Chamou a ‘cascata’ de energia do Sol de vento solar e descreveu todo um “sistema complexo” de plasmas, campos magnéticos e partículas energéticas associado ao conceito de vento solar.

A NASA lembra que Parker teorizou uma explicação para a temperatura extremamente elevada da coroa solar, que, ao contrário do que seria expectável, é mais quente do que a superfície do Sol apesar de ser a camada mais externa da atmosfera. A sua teoria sugere que erupções solares regulares, mas pequenas, podem causar este calor intenso.

 

*Notícias ao Minuto




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