Aliados de Alckmin veem desgaste com investigações sobre tucanos

Aliados do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) entenderam que o presidenciável tucano teve nas últimas 24 horas um pacote de desgastes para sua campanha.

A maré negativa começou na quinta-feira (16) com o depoimento de Alckmin, no dia anterior, ao Ministério Público paulista no inquérito que apura se ele cometeu improbidade administrativa na modalidade enriquecimento ilícito. Ele teria recebido os recursos, de R$ 10,3 milhões, via caixa dois, de acordo com delatores da empreiteira.

Na mesma data, à noite, o Jornal Nacional mostrou que documentos enviados ao Brasil pelo governo da Suíça reforçam suspeitas de caixa dois na campanha do senador José Serra (PSDB) ao governo de São Paulo, em 2006.

Embora integrantes da campanha de Alckmin digam que o desgaste provocado pelos episódios envolvendo outros nomes do PSDB, como Serra e o senador Aécio Neves (MG), além do próprio presidenciável, já estejam contabilizados no percentual de rejeição dele, querem que o ex-governador de São Paulo tente sair da vala comum de envolvidos em casos de corrupção.

Mas os problemas de Alckmin tiveram seguimento nesta quinta-feira (16), quando a Folha de S.Paulo publicou entrevista em que o presidente Michel Temer tentou relacionar o tucano a seu governo impopular.

“Se você dissesse: ‘quem o governo apoia?’. Parece que é o Geraldo Alckmin, né? Os partidos que deram sustentação ao governo, inclusive o PSDB, estão com ele”, disse Temer na entrevista.

“O governo não teve nenhuma participação na formação da aliança. O MDB não sentou em nenhuma mesa de negociação. Eles têm o candidato deles, que se chama Henrique Meirelles”, reagiu o presidente do DEM, ACM Neto, que integrou a coordenação política da campanha de Alckmin.

 

*Com informações da Folhapress.




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